Muquenapolenta's Blog

20/04/2010

Faça algo por Você!

Filed under: internet,pessoal,sociedade — muquenapolenta @ 11:55
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Anne, guerreira do dia-a-dia!

Não tenho muitos leitores ainda no blog, mas gostaria de mandar esse recado aos seguidores fiéis.

Decidi postá-lo nesse blog porque é o de maior abrangência.

Peço que não visitem outros posts hoje. Gostaria muito que clicassem na foto ao lado. Já está achando que é mais uma daquelas correntes de email? E se fosse? Enfim, não é. É um blog de uma guerreira, uma menina que vive intensamente seu dia e nos dá uma grande lição. Vivemos preocupados com uma série de coisas que não importam, como atualizar meu blog, ter mais seguidores, receber mais comentários. Ela se preocupa em viver da melhor maneira possível e sem reclamar dos problemas.

Acesse seu blog para entender melhor. Não estou pedindo nenhuma doação, você faz caso se sinta útil para isso. O que interessa é você saber que seus problemas não são tão ruins assim. Faça algo por você hoje!

18/04/2010

Quanto Tempo o Tempo Tem?

Filed under: internet — muquenapolenta @ 22:46
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Conversando com algumas pessoas, sempre admito o meu vício pela internet. Aliás, não pela internet, mas pela tecnologia a sua volta. Não recrimino em nada as novas tecnologias, recrimino o seu uso.  Enfim, não consigo viver sem ligar o computador.

Pelo tanto de links que possuo em meu blog, percebe-se onde gasto meu tempo. Tenho mais de 40 sites ou blogs linkados aqui. Estou sempre de olho.  Passo a meus amigos e decidi colocá-los no blog. Diz  mais que as comunidades do orkut. É uma maneira de saberem o que gosto, o que leio, o que penso, meus anseios…

Sim, sou amante dos esportes, de carnaval. Gosto de discutir política, religião. Procuro rir muito. Sou curioso. Leio muito. Adoro rádio, mais que televisão. Porém, falo sobre televisão – na verdade critico… Vou descobrindo coisas novas, pessoas novas, gente que diverge, gente que combina. Tenho orkut, twitter, msn, skype. E sou professor, que por si só me dá a obrigação de ser e fazer tudo isso. Preciso conhecer o que meus alunos e os pais de meus alunos conhecem.

Trabalho e trago serviço para casa, como muitos fazem. Levo a minha vida, como muitos fazem. Durmo, como qualquer um. E por isso mesmo precisava de mais tempo. O relógio poderia ter mais algarismos. O tempo é curto para tanta coisa. Tento até dormir menos, mas tem hora que o corpo não aguenta. Pura utopia…

Bom, já está perto de ir dormir. Aproveite o seu tempo e acesse os links ao lado. Você descobrirá muita coisa nova e interessante. E se restar tempo, acesse meu outro blog, específico sobre educação.

copie e cole em seu navegador:

http://professordoque.blogspot.com/

Estive por aqui, lembrei-me de você…

Filed under: pessoal — muquenapolenta @ 21:48
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Amigos… Diz o poeta que devemos guardá-los a sete chaves… A pessoa que conhece você como poucos… Que pega no seu pé quando acha por bem… Que lhe agradece… Que está ao seu alcance quando menos se espera…

Podemos nos separar. A vida nos distancia. O tempo nos impede de um maior convívio. Não temos tempo para visitas, não conseguimos ligar, enfim, ficamos tempos sem nos comunicar. Mas não esquecemos seus gostos, seus vícios, suas manias, seus defeitos… E sentimos saudades de tudo isso.

Parece impossível, mas realmente dá a impressão que não nos distanciamos, pois quando nos vemos, é como se tivessemos convivido com ele esse tempo todo e todas as novidades não nos parecem tão estranhas. Afinal de contas, lembramos dos amigos em vários momentos e em diversas situações.

Falamos algo que nos remete imediatamente àquele amigo: “Puxa, se ele estivesse aqui…”. Passamos por um lugar e somos capazes de sentir sua presença: “Estive por aqui, lembrei de você.” Nosso cérebro vai desenvolvendo um bloco de anotações para tudo que vamos dizer na próxima oportunidade. E isso nos alimenta, mesmo à distância.

Qualquer coisa que se diga sobre um amigo é pouco. O importante é guardá-lo. A sete chaves. Dentro do coração. E se fazer presente. Mesmo que o tempo e a distância digam não.

Dedico a todos os meus amigos, mesmo àqueles que ainda não tenho. Há duas semanas estive muito “ligado” aos novos meios de comunicação – email, orkut, twitter, atualizando meu blog… Não deu outra: “Estive por aqui, lembrei-me de você.”

16/04/2010

Quase sem Tempo

Filed under: sociedade — muquenapolenta @ 23:29
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Devidamente creditado!

Essa é para relaxar. Faz parte do meu tal livro… Embora seja ficção, dedico a quem se sentir homenageado.

Um jovem casal não tinha relações havia dois meses. Ele médico, ela corretora. Contando três anos e meio de casados, os dois se decidiram por estruturarem suas carreiras. Não tinham filhos, aliás, pouco era o tempo para isso. Mas a saudade era muita, já levavam uma vida tranqüila, e decidiram fazer um pacto: dali a dois meses curtiriam o que a vida lhes proporcionou.

A esposa programara tudo: melhor lugar, melhor suíte, melhor prato, melhor roupa… Definitivamente, aquela seria uma noite especial! O marido, por sua vez, decidiu não ir trabalhar naquele dia e foi cuidar de sua aparência, para que a mulher recebesse o homem a quem ela tanto aguardava.

Tudo preparado, os dois rumaram a sua noite tão desejada. Ela estava linda, parecia mais bela que da primeira vez. Que bom gosto para escolher suas roupas. Que perfume…

Ela o percebia mais maduro, como se sentia segura em seus braços. “Meu Deus, quanto tempo não ficávamos assim…”. Sentia-se como na sua primeira vez, suas pernas chegavam a tremer… O clima estava perfeito e ela imediatamente se lembrou daquela cena da novela, o casal apaixonado, aquela volúpia… Sim, estava vivendo uma verdadeira cena de novela! Novela?

-  Meu amor, desculpe, mas é que me lembrei de uma coisa.

-  Calma, meu bem. Relaxa…

-  Não posso perder a novela hoje! Puxa, como fui me esquecer… Finalmente vão desmascarar o Galhardo.

-  O quê? Não acredito? Você interrompeu por causa da novela?

-  Meu amor, é por causa do Galhardo!

-  Mas se você já sabe que vão desmascará-lo…

-  Não posso perder! Ah, me perdoa. Sei que você não entende, mas preciso ver a cara da…

-  Chega! Fique com sua novela que eu vou pedir uma bebida. Estou decepcionado contigo…

Ela estava chateada, como pôde fazer isso, mas a novela já havia começado. “Bem feito Galhardo. Agora a casa cai…”.

Mais de uma hora depois, completamente satisfeita, sentindo-se “justiçada”, procura pedir perdão ao marido, que já estava no quinto copo. Ele relutou, mas estava sedento por sua mulher. Esqueceria por ora. Seu comportamento remeteu-lhe a um técnico de basquete americano na temporada passada. Seu mais importante jogador brigou com ele na penúltima partida. O que faria agora? Não estavam se falando. Mas, em nome do bem comum, decidiu colocá-lo na quadra na última partida e conquistaram o campeonato. Sim, largaria, pois, seu orgulho ferido, como fez aquele técnico de basquete… Peraí, basquete?

-  Meu bem, hoje é o dia da final do basquete, não posso perder!

-  Quê? Olha, eu sei que errei, mas o que você está fazendo é pirraça, pior ainda!

-  Você sabe o quanto eu gosto de basquete, mais que futebol. E hoje é a final, você sabe que não é pirraça, não ajo assim contigo.

Parecia que a noite seria longa, mas não para o que se propuseram. Ela sentiu que a vingança veio à cavalo, pois a partida era interminável… “Acabou?”. “Nossa não acredito! Vamos para a terceira prorrogação!”. Estava com uma raiva impressionante, perderam quase metade da diária para nada. “Como os homens podem gostar disso? Que coisa chata!”.

Partida terminada! E o casal não conseguia se olhar.

-  Meu bem, nós dois erramos. Sei que nem há clima. Que tal se pedirmos algo para comermos?

-  Bem, já gastamos mesmo, não é? Vamos pelo menos curtir a comida…

O jantar transcorria em tom mórbido. Só se ouviam os talheres e os copos sobre a mesa.

-  Vou pedir mais uma cerveja. Você quer alguma coisa?

-  Mais uma cerveja? Você já bebeu demais!

-  Meu bem, numa situação comum eu estaria bebendo um engradado sozinho… E na verdade…

-  Que foi? Por que está fazendo essa cara de tonto?

-  Eu não acredito! Apostei com o Carlos um engradado de cerveja no Bar do Lênio. Como o time em que apostei perdeu, ele deve estar lá agora achando que eu sou um caloteiro. Preciso falar com ele.

-  Meu amor, deixa isso pra lá…

-  Não! É uma questão de dignidade! Cadê meu celular?

O que poderia ser pior? Cada vez que se falavam ao telefone eram quase duas horas de ligação… “Por favor, Carlos, estou impossibilitado agora, mas amanhã pago a aposta. Se quiser, pede pro Lênio que eu pago depois. Mas, olha, vocês quase perderam, hein?”.

Quando desligou o telefone, estava com a orelha adormecida. Percebeu que sua mulher pegara no sono. “Puxa, perdemos a noite! Que bobagem foi essa?” Havia de dar um jeito. Foi acordá-la, sussurrou em seu ouvido, fazia-lhe carinhos… Ela parecia irredutível, mas se virou para ele e estava quase cedendo…

- O que aconteceu hoje não tem perdão! Perdemos um tempão, tanto que planejamos…

-  Meu bem, vamos curtir o pouco que nos resta… Esqueçamos o que aconteceu, vamos aproveitar, amanhã conversamos.

-   Não é tão fácil assim. Perdi a motivação. Pôxa…!

-   Mas, meu bem…

-   Que você acha de ligarmos nesses canais adultos para ver se nos inspira?

-   Logo você? Bem, se pelo menos isso ajudar… Taí, ó!

E assim fizeram. Enquanto passava o filme, o casal se acariciava. O clima começava a esquentar…

-   Caramba! A mulher tá louca! Olha o que ela faz?

-   Fábio Henrique! O que disse?

-   Oras, só comentei que…

-   Por que não casa com uma dessa? Tá arrependido? Ainda há tempo! Você não me respeita mesmo, cara-de-pau!

E esse diálogo se estendeu por horas. A conversa passou pelo trabalho dos dois, cuidados com a casa, preferências, mãe de um e de outro, esporte, religião, política… Noite improdutiva essa! Acabaram dormindo. Nesse ponto concordaram.

Algum tempo depois voltavam para casa, ambos sem jeito. Queriam se desculpar, mas faltavam palavras. Tudo se resolveu com um sincero e carinhoso abraço. Parecia haver uma comunicação telepática entre eles, pois ao mesmo tempo, ambos perceberam que não estavam tão sem tempo assim para se curtirem. Havia tempo para a novela, para o basquete, para os amigos… Por que não para eles? Seus olhares se cruzaram. Não precisava dizer nada. A cumplicidade deles permitia saber que aquele gesto dizia perdão. E dizia mais. Significava que ainda estavam com tempo de sobra praquele dia. Nem tudo estava perdido!

Não, não pense você, caro leitor, que mais uma vez algo saiu errado. Muito pelo contrário, sou prova concreta de que foi algo memorável. Sim, pois sou fruto daquele domingo. Os dois aprenderam com essa história. Mamãe não deixou de ver novelas, mas não troca um bom programa com papai por causa disso. Meu pai, por sua vez, depois de perder quatro apostas seguidas, decidiu que odeia basquete. Virou cinéfilo. Hoje procuram curtir seus programas juntos. Não é, papai?

- Vai começar o filme, põe lá!

- Não senhor! Falta o último bloco da novela…

Histórias de Professor (2)

Isso aconteceu com uma professora que me permito o direito de não divulgar seu nome, assim como não usarei os nomes de qualquer envolvido.

A professora dava aula numa escola afastada do centro e esquecida pelo mundo. As crianças eram muito carentes, em tudo. Muitos não tinham o que comer e se alimentavam na escola. Não gostavam de feriados, pois não comeriam naquele dia. Muitos tomavam banho na escola. E adoravam, pois era a oportunidade de se sentirem melhor. Eram bem tratados lá. Aliás, laços de afetividade só conheciam na escola. Claro que havia conflito, pois alguns eram verdadeiros reflexos do que viam em casa. Mas acabavam por se deixarem levar pelo amor que recebiam. Todos do colégio trabalhavam por essa missão: torná-los um pouco dignos.

A professora teve também essa missão. E recebeu em sua classe a nata. Havia três irmãs que estudavam nessa classe. Carentes, como a maioria. Sofridas e rotuladas pela sociedade. Morava com a mãe, alcoólatra. Jovem, mas judiada pelo que plantou. Não tinham pai, mas um padrasto. Ganhava algum dinheiro, mas compartilhava com sua outra família em alguma cidade do Nordeste brasileiro. Na casa, nada de cama, nada de televisão, comida, banheiro, água limpa, energia elétrica. Possuíam algumas roupas de doações. Comiam o resto da feira. Conviviam com as brigas entre o casal, com a violência debaixo de seus olhos. Não brincavam, pois tinham os deveres domésticos. Não amavam, pois não eram amadas. Na escola foi oportunizado o conhecimento do carinho. Queriam, da maneira que podiam, retribuir o amor de sua professora.

Todos os alunos tinham lição de casa, inclusive elas. Evidente que se não levassem a tarefa no dia seguinte a professora não cobraria. O que fazer? Tinham argumentos de sobra para não cumprirem com mais essa obrigação. A desculpa, que era verdade, já estava pronta. Contudo, as meninas preferiam entregar tudo feito. Sentavam-se no chão da sala, e não preciso elucidar em que condições, acender um lampião que havia na casa e retribuírem o amor de sua professora. Faziam por prazer. Sabiam que a professora ficaria feliz. E sobretudo, sabiam que estavam sendo dignas, mostrando serem capazes de superar as adversidades que a vida impôs. Aprendiam, com uma só atividade, a lição da escola e a lição da vida.

Costumamos mandar tarefas para os alunos e eles não realizam. Desculpas são diversas: meu tio morreu, minha mãe não sabe, viajei, passeei com meus pais, veio visita em casa, meu primo pequeno rasgou a folha, não deu, e o famigerado esqueci… Nunca ouvi desculpas como não comi hoje, não tomei banho, meus pais brigaram muito, não tinha luz em casa…

O que falta é compromisso. No caso das três irmãs, a família não era capaz de cobrar. Foi a professora, referência de mãe para elas, que o fez. Muitos alunos não precisam ter seu professor como referência de pai. Contam com pais em condições de exercerem suas funções. Contam com uma vida digna. Mas esses pais não cobram e como seus pais são os exemplos, não assumem suas responsabilidades também. Os próprios pais acabam comparecendo à escola para darem a desculpa pelo filho…

Desculpem pais, mas depois do exemplo dessas três irmãs, não aceito nenhuma desculpa!

Pulseiras da Discórdia

Nos últimos meses as pulseiras coloridas têm dado o que falar. Já saiu reportagem em várias mídias explicando até os significados de cada uma. Alguns jovens desocupados do Reino Unido inventaram essa simbologia. Outros jovens desocupados se permitiram expandí-la. E mais jovens desocupados se apropriaram da brincadeira.

Não preciso aqui relatar o significado do “jogo” e não o farei. Mas sinto a necessidade de expor minha opinião, como tantos outros fizeram. Valho-me, inclusive, da minha profissão: professor.

Fico pasmo como a coisa tomou corpo. Não faz muito tempo, minha afilhada as usava e comprei algumas para ela. De repente, descobre-se que as tais pulseiras se tornaram convites vip. Um acessório aparentemente inofensivo se torna capaz de sobrecarregar a áurea da sociedade. E daí os pais se perguntam: “permito ou não permito que use?”. Esses mesmos pais têm uma dificuldade enorme de fazer com que seus filhos cheguem em casa no horário marcado, façam seus deveres, pratique as lições de ética e moral ensinadas, afastem-se dos “perigos do mundo”… Como farão para arrancar-lhes as pulseiras? Aliás, arrancar não pode… Quais argumentos utilizar para que não usem as pulseiras? E o que é pior, no caso de filhos pequenos, como explicar o fato? Simplesmente proibir o uso do acessório não fará sentido.

Algumas escolas proibiram a pulseira. As mesmas escolas que permitem o uso do celular, do mp3 e de vários outros elementos que não fazem parte do cotidiano escolar. Percebam que em algumas escolas já não é mais requisito o uso do uniforme. Não se necessita crachá ou cartão de identificação. Mas vão observar se os alunos estão com as pulseirinhas… Tá bom!

Alguns legisladores pensam em criar uma lei, oficializando a proibição do acessório. O que é mais uma lei, não é mesmo? Tantas estão aí e não são cumpridas. Para que se preocupar em educar e conscientizar o cidadão? Para que se preocupar com os valores que a sociedade perde a cada dia? Vamos criar leis, vamos proibir!

Ok, não usaremos mais as pulseiras, mas estaremos algemados, presos por nossa incompetência de não lutarmos pelo o que achamos correto, presos por nossa incompetência de admitirmos e colocarmos em prática a “cultura de fora”, presos por nossa competência de aceitarmos sem dizer nada.

É mais fácil proibir do que argumentar. É mais fácil negar que educar. Assim, não usamos pulseiras, pois podemos sofrer algum tipo de violência. Não usamos relógio, pois podemos ser roubados. Não vestimos o fardão de nosso time, pois poderemos morrer. Porém, não ficamos muito apreensivos, pois logo teremos uma nova moda. Uma nova proibição.

Aproveitando o ensejo, quero alertar aos pais que as crianças, ainda muito pequenas, estão muito precoces. Posso falar com propriedade de causa. Antes de se preocupar em proibir a utilização das pulseiras, procure conhecer seus desejos, seus sentimentos, o que pensam, o que fazem. Eduquem! Tudo se tornará mais fácil. Até proibir!

14/04/2010

Caiu na Net… Flagra… Novo vídeo…

Filed under: sociedade — muquenapolenta @ 21:18
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Parece que mais um vídeo foi enviado ao youtube. Daqui a pouco sai de lá, vai para outro lugar. Calma, se você não viu, vai ver. Se não sabe quem é, vai saber. Se acha que a partir de agora ninguém mais cai, vai esperando. Se ainda não caiu na net, acho bom manter seu relacionamento, ou não confiar em qualquer um, ou apagar seus arquivos antes de mandar o computador para o conserto…

Já virou rotina. Passa algum tempo, mais um flagra. Com o advento das câmeras filmadoras, das webcams e com as facilidades de pagamento (20 prestações nas Casas Bahia), todo mundo quer tirar uma foto, usar seu novo brinquedinho com o que quer que seja. E por que não apimentar a relação? “Não, meu amor, depois eu apago…”. Já caiu mais uma!

Isso é que eu chamo de quebra de privacidade. O requisito agora para sair com alguém é saber se ela tem filmadora. “Diga-me se filmas e eu te direi se vou!” E os olhares correm pelos cantos, em busca da danada da luzinha vermelha da câmera. Já caiu mais uma!

Até certo tempo, isso seria constrangedor. No caso das famosas, ou pseudo famosas, está tão comum que logo se esquece, logo se dá uma desculpa, ou ainda, encontram uma maneira de ganhar um qualquer em cima. Tem até quem se deixa seduzir por uma “espiadinha”, no intuito de se autopromover… Já caiu mais uma!

E tem gente que reclama que essa nova era tecnológica está afastando as pessoas, evitando o convívio. Que nada, estamos cada vez mais íntimos… Basta acharem mais um vídeo, os sites “bombam” com seus links. Pode ser famosa, anônima, gorda, feia, bonita… Você não viu? Link aqui. Não, não adianta clicar. Mas se quiser ver, basta procurar na net. Tente, alguém vai cair… Opa! Já caiu mais uma…!

Histórias de professor (1)

Sou professor desde 1998. De lá pra cá já cheguei a pensar em abandonar, já tive altos e baixos, já fui criticado e já fui elogiado.

Esse ano eu trabalho com um quarto ano, antiga terceira série – que antes era primário. Nesse tempo todo, observei o ambiente de trabalho, os colegas de profissão, estudei, analisei as mudanças pelas quais passamos, enfim, tentei entender as questões pertinentes à educação.

Sei que ganhamos pouco, não somos valorizados, somos criticados, mas já sabia de tudo isso quando entrei na área. Por isso não aceito alguns questionamentos. Não podemos nos negar a fazermos o melhor por força das adversidades. Pelo contrário, temos que buscar ser o melhor. Os questionamentos deixemos de fazer na sala dos professores ou nas reuniões pedagógicas e passemos a exercer nosso direito de maneira mais consistente, exigindo a solução de quem tem uma e possa nos fornecer.

Mas a função deve ser exercida. Sei que muitos desistiram. Insistiram por um tempo, mas foram derrotados pelo “sistema”. Sei também que muitos não sabem sequer por onde começar, devido à má formação, muito teórica, perfeita no papel, mas sem interagir com a prática.  Aliás, é a prática que nos proporciona sabedoria e força para nos manter. E a valorização virá com o tempo. Quando justamente esse aluno que hoje lhe dá problema, agradecer por você ajudá-lo a ser cidadão, e digno. Ou na pior das hipóteses, quando seu filho ou neto lhe agradecer por ajudar a tornar o mundo melhor para ele viver. Esse valor prático muitos esquecem.

Auxiliamos a formar a sociedade em que vivemos. E um dia os frutos virão. Por que a sociedade está se perdendo, eu não vou lecionar com dignidade?

Temos que fazer a nossa parte. Se a família não educa, deixaremos de fazê-lo? Ora, se o vizinho não varre a sua porta, deixarei de varrer a minha? Ao final do dia a rua estará suja, e ao final do mês, a cidade estará inabitável…

Ao meu colega de profissão: não se canse, não desista! Faça a sua parte! Acredite, eu já sofri na educação. E sofro ainda, em relação a preconceitos da sociedade, que só aceita mulheres dando aula. Nem por isso desisti. Critiquemos sim, vamos exigir da parte competente, contudo, sem esquecer do trabalho. Aliás, trabalho não, missão. Repito, se não por você, que seja pelo seu filho.

A Evolução da Educação

Essa eu recebi por email e me senti na obrigação de compartilhar. Sendo professor, fico triste com tal situação, mas sei que não é exagero…

A evolução da Educação.
Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação,
datilografia…
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas,
Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a
Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas.

Leiam relato de uma Professora de Matemática:
Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à
balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar
receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou
olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que
fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela
não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas
nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente
continuava sem entender. Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950,
que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção
é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção
é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção
é R$ 80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção
é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
a) ( )R$ 20,00
b) ( )R$ 40,00
c) ( )R$ 60,00
d) ( )R$ 80,00
e) ( )R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção
é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
a) ( )SIM
b) ( ) NÃO

6. Ensino de matemática hoje:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção
é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
a) ( )R$ 20,00
b) ( )R$ 40,00
c) ( )R$ 60,00
d) ( )R$ 80,00
e) ( )R$ 100,00

7. Em breve vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção
é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é
afro-descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria
social não precisa responder)
a) ( )R$ 20,00
b) ( )R$ 40,00
c) ( )R$ 60,00
d) ( )R$ 80,00
e) ( )R$ 100,00
E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com
que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos, pois a
professora provocou traumas na criança.

Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:

“Todo mundo ‘pensando’ em deixar um planeta melhor para nossos
filhos… Quando é que ‘pensarão’ em deixar filhos melhores para o
nosso planeta?”

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o
exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos
os aspectos,  inclusive em respeitar o planeta onde vive…

Não há a preocupação de nenhum governo em mudar esse panorama. Mas sequer a sociedade tem “moral” para cobrar. Vivemos numa “sociedade da informação”, inserida na “era tecnológica”. Mas a informação que alguns de nossos jovens têm hoje diz respeito às cores das pulseiras e a tecnologia que eles utilizam é o twitter – nem sempre para o que vale.

13/04/2010

Há em Ti, Haiti…

Filed under: política,sociedade — muquenapolenta @ 12:25
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Há em ti uma bandeira

Há em ti uma nação

Há em ti um povo marcado historicamente

Por guerras e corrupções.

Há em ti, Haiti, uma cultura apagada

Uma mancha em sua marca.

Há em ti tristeza

Há em ti lágrimas

Há em ti um terremoto capaz de varrer sua alma…

Um não, dois terremotos

Capazes de sangrar sua bandeira

Capazes de tirar o azul de sua pendão

De tirar o sorriso de seu povo.

Há em ti sofrimento

Há em ti a luta pela sobrevivência

Há em ti a necessidade de indignar-se

E voltar a ter dignidade.

Há em ti a misericórdia

Há em ti a esperança

Há em ti o grito de quem quer se livrar de ti, Haiti.

Há em ti a ira da natureza

A ira da tirania

E a tirania da ira.

Mas ainda há em ti,

Mesmo que pequeno,

Ainda que sem forças,

Um povo, uma nação,

Que mesmo que sofrendo

Será sempre Haiti.

Douglas Fontes

Em homenagem a uma nação.Muito parecida com a nossa!

11/04/2010

Mundo sobre Rodas

Filed under: sociedade — muquenapolenta @ 19:32
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Não me perguntem o motivo, mas hoje decidi escrever sobre a vida de cadeirante. Talvez para aproveitar o lado bom da novela “Viver a Vida”, com a personagem Luciana, da atriz Alinne Moraes. Afinal de contas, acompanhamos a vida dessa personagem, o grande destaque do folhetim.

Mas ao pesquisar na internet, deparei-me com um blog que me chamou a atenção. Trata-se de um rapaz chamado Evandro. Em seu blog – “Tocando a Vida sobre Rodas” – percebi que não tenho a menor competência para escrever sobre algo que desconheço. Embora eu tenha a melhor das intenções, se o fizer, serei piegas, cairei no lugar-comum.

Somente quem vive essa realidade sabe como é. Decidi indicar o blog para que mais pessoas conheçam sobre o assunto, e perceba que quem não compartilha dessa vida, acaba sendo piegas em seu juízo de valor. E busquei uma imagem para ilustrar do que se trataria o post. Eis que encontro a foto acima, do jovem Aaron Fortheringham, de apenas 16 anos, que com essa acrobacia durante o “Rolliday” – com R mesmo! – na cidade alemão Wehnrath, tornou-se símbolo do esporte de ação, segundo a revista “ESPN Magazine”.

Acho que compreendem agora!

Tentarei entrar em contato com o Evandro para que ele escreva algo no meu blog. Seria a melhor maneira de eu passar as mensagens que quero.

Mesmo que ele não possa fazê-lo, fica aqui o link – desfrutem:

http://tocandoavidasobrerodas.blogspot.com/

Rola a Bola

Dia de jogos importantes pelos estaduais. Acompanhei o jogo entre São Paulo e Santos, um clássico das antigas. Muito bom jogo, por apresentar várias nuances e situações. O São Paulo começou dominando o meio-de-campo, marcava bem e partia rápido para o ataque, conduzindo bem a bola, mas sem “perigo de gol.” Não chutava, o Washington jogava isolado e a bola não chegava nele.

O Santos teve uma bola pela esquerda e numa falha “monstro da” defesa tricolor, tiraram o zero do placar. 1 a 0 para o Santos, gol contra do mal posicionado Jr. César.

Os “Meninos da Vila” começaram a gostar do jogo e passaram a dominar o meio-campo. O SP não acertava mais passes. O Santos tocava rápido. E assim, também pelo lado esquerdo, saiu o segundo gol. De novo com Jr. César mal posicionado. E a essa altura contando com um a menos, pois o Marlos, que não é marcador, foi expulso. Parecia mais uma goleada.

Finalmente fomos ao segundo tempo. E o técnico Ricardo Gomes tirou o artilheiro do SP, Washington, para a entrada do Cicinho, que se tivesse bem seria titular, deixando o Jean atuar na sua posição original. Manteve o lento e perdido Rodrigo Souto. E mesmo assim, o SP chegou ao empate.

Méritos do técnico? Creio que não! O Santos deixou de jogar, Neymar estava mal, Robinho mal, Ganso quase não pegava na bola, André isolado, a meia dominada e a defesa batendo cabeça com a nova movimentação do ataque são-paulino. No SP, o Hernanes e o Dagoberto “comiam” a bola. Jorge Vágner mais solto. A garra e determinação desses jogadores foram primordiais. Mas se percebia que faltava um elemento no ataque – lembram que o Washington saiu?

O técnico Dorival Jr. decidiu mudar o time. Bancou a saída do Neymar. Reposicionou a equipe. E graças às “besteiras” dos defensores, que costumam fazer faltas próximas à área, o Santos marcou o terceiro gol. Final: 3 a 2 para o Santos. Merecido!

Mesmo sem fazer uma partida exemplar, esse time do Santos não pode perder para o SP do Ricardo Gomes. Aliás, o que é o RG para ser técnico do SP? O time e seus torcedores não merecem um “bom moço” como ele.

A se destacar a partidaça do Hernanes e Dagoberto. A má atuação do Rogério Ceni. E o fato do Ricardo Gomes não ter colocado o Cléber Santana – poderia ser pior! Pelo lado do Santos, os zagueiros e o André foram muito bem. E o Arouca mostrou qual posição sabe jogar – viu Ricardo Gomes?

No Rio de Janeiro, Flamengo e Vasco fizeram a outra semifinal. O Botafogo ganhou ontem, de virada, do Fluminense.

O rubro-negro fez 2 a 1, merecidamente, com o Love fazendo ótima partida. O time “luso” reclama um pênalti, que não houve. Embora o Vasco contando com maior posse de bola, o Mengo foi mais objetivo. Botafogo e Flamengo fazem a final no próximo domingo. Jogaço!

No RS, o Pelotas eliminou o São José, ganhando nos pênaltis. Enfrenta o Internacional que ganhou ontem do Ypiranga por 2 a 1.

No Mineiro, o Cruzeiro empatou a primeira partida contra o Ipatinga. Semana que vem a segunda partida. O Galo venceu ontem o Democrata por 2 a 1. Ambas as partidas no Ipatingão – o Mineirão recebera show de axé!

Destaques para a medalha de ouro de Diego Hypólito, pela etapa de Paris da Copa do Mundo e pela vitória do brasileiro Hélio Castroneves na Indy, no circuito americano Barber MotorSports Park, Alabama. Parabéns!

Aliás, a Indy está sendo transmitida pelo portal Terra.

Para quem quer saber mais notícias sobre esporte, recomendo o UOL Esporte:

http://esporte.uol.com.br/

10/04/2010

Os óculos de Drummond

Filed under: sociedade — muquenapolenta @ 01:02
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Mais um texto do tal livro. Dessa vez, decidi escrever após mais um transtorno para a estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade, localizada em Copacabana.

Não é de hoje que o ser humano se apropria de coisas de outrem. Muitas vezes ele busca coisas grandiosas como conquistar um território, por exemplo. Outras vezes, vai em busca de algo aparentemente fútil, como um vaso de cemitério. É certo que muitas vezes acaba se apropriando de algo que não precisa ou algo que possa obter de outra maneira. Mesmo assim, parece que o gosto de fazer o proibido lhe é mais apetecível.

Com isso, o ser humano perde seus valores morais, ou sua ética, seu senso de honestidade, perde o respeito. Mas também perde a vergonha, o medo e o senso de certo e errado. Muitos perdem até a noção do que estão realizando, fazem apenas pra dizer: “fui e fiz de novo!”. E aí se tornam banais.

No Rio de Janeiro há uma bela homenagem ao grande escritor Carlos Drummond de Andrade que escreveu poesias, contos, crônicas, ensaios, ironizando os costumes da época e a sociedade. Fizeram uma estátua em tamanho real, como se estivesse sentado num banco em Copacabana. Quem fez a obra não esqueceu de detalhes. Como Drummond usava óculos, colocaram-lhe óculos. E eis que alguém tirou os óculos de Drummond. E não foi a primeira vez. Chegaram a achar a peça  e recolocá-la. Mas lá se foi de novo.

Não creio que alguém tenha pego seus óculos para enxergar como ele, tampouco porque precisasse ver melhor ou talvez ver com outros olhos. Imagino que do primeiro acontecimento, alguém quis ganhar dinheiro com o material (bronze vale algum dinheiro!). Mas dessa vez, pela terceira vez (!) isso acontecer, remete-me ao descrito mais acima: “fui e fiz de novo!”. É, nem morto descansa em paz – e temos vários exemplos disso!

Drummond em uma de suas obras escreve: “Pois de tudo fica um pouco”. Todavia, um pouco foi embora. Os óculos de Drummond tornaram-se um símbolo, parece agora questão de honra deixar a estátua enxergar melhor. Mesmo assim há discórdia. Cheguei a ler algo que dizia “podia usar lentes de contato”, ou “estátua não enxerga mesmo” ou ainda “deve haver a instalação de uma câmera de monitoramento voltada para o poeta”.

Quando soube do ocorrido, logo pensei: “Isso é absurdo! Roubaram os óculos do poeta. Deixem-no em paz!”. Mas o que é absurdo? O desaparecimento dos óculos? Quem roubou os óculos? Quem decidiu recolocar os óculos? O Drummond usar óculos? A idéia de se monitorar a estátua? Cogita-se a possibilidade de se colocar uma câmera vigiando a estátua. Imagino um incidente no trânsito, ou um incidente próximo à estátua acontecendo e a câmera não recebendo as imagens. Mas os óculos de Drummond estão lá, intactos! Isso se alguém não roubar também a câmera. Isso é absurdo! Melhor seria que a sociedade se comportasse melhor. Mas isso também parece absurdo…

Se vivo estivesse o poeta, tenho a certeza que ele mesmo estaria ironizando tal situação. Talvez perguntasse: “E agora, José?”.

Deixo aqui também um link: http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1559400

É uma poesia de Ana Helena Tavares. Meteu o muque na polenta!

Os cem primeiros…

Filed under: TV — muquenapolenta @ 00:45
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Essa crônica está num esboço de um livro que há tempo escrevo… pura diversão! Faz algum tempo que escrevi, mas ainda é atual:

Entretenimento é o mesmo que divertimento, distração. Distração, por sua vez, significa recreação ou desatenção. Portanto, um distraído é um desatento, sua atenção é desviada para outro ponto, assim, pode se descuidar. Parece que é justamente esse o significado entendido por aqueles que trabalham na mídia. A televisão tem por objetivo entreter o público. Mas não como um mero divertimento, ou um formador de opiniões ou apenas para transmitir o que acontece no mundo. A televisão faz seu telespectador passar o tempo e às vezes perder esse mesmo tempo.

Um determinado conteúdo é colocado “goela abaixo” e sem percebermos já nos acostumamos sem ao menos questionar. Qualquer coisa pode na televisão, vale tudo! Se não der certo, retira-se do ar e inventam um grande programa. Valem “enlatados”, filme trash, desenhos, novelas (a principal emissora do gênero conta com três inéditas, um reprise e um “protótipo” à tarde para o público jovem), esporte, programas de auditório dos mais variados (um mesmo programa pode ficar cinco horas (!) no ar) e outros. Mas o que vale mesmo é esperar o outro e simplesmente copiar a “fórmula do sucesso”. O que era reality show anos atrás? Até então, o que dava certo eram as pegadinhas. Quase todo mundo tinha uma. Ou então, mostrarmos a desgraça alheia. Dependendo do contexto, ora nos fazia chorar, refletir sobre os problemas da sociedade. Mas tudo se resolvia com casa mobiliada, cursos, serviço, uma “repaginada” no visual e dinheiro no bolso. Ora simplesmente nos fazia rir (ríamos da desgraça alheia!?). Anões, mulher barbada, homem peludo… Vale tudo mesmo!

Tivemos também o advento dos programas de culinária. A dona de casa poderia enfim variar o menu. O que aconteceu? Todas as emissoras se apropriaram da fórmula. Aliaram a esse formato outros assuntos como jornalismo (podíamos ouvir cada coisa na hora do almoço…), entrevistas, jogos, fofocas… Ah, as fofocas! Como queremos saber da vida dos outros. Temos até jornalistas que se especializaram na área. Quase todas as emissoras têm um fofoqueiro de plantão para nos avisar quando Fulano termina com Sicrana.

Mas sinceramente, eu nunca vi algo tão chato como esse tal merchan (merchandising). Está aí garantido o complemento salarial do apresentador, o incremento de patrocinadores ao programa e o entretenimento ao público (passar ou perder o tempo). Todos ganhamos (?). Podemos comprar o produto da moda. Sequer nos preocupamos com propaganda “boca-a-boca” e tampouco precisamos receber o vendedor “porta-a-porta”. E se perdermos o programa matinal, poderemos anotar o telefone da empresa em questão à tarde ou à noite.

São sempre os mesmos produtos: filmadora 4 em 1 (tempos modernos! É mais leve que as antigas e faz muito mais!), máquina de estampar camisetas, fazer chinelos, fraldas, ou ainda produtos de emagrecimento, alimentícios, enfim. Tudo isso disponível todos os dias a qualquer hora. E tal é a fidelidade que nos acostumamos até com o “garoto propaganda”.

Tamanha é a insistência que podemos comprar o produto sem questionar se de fato precisamos.  Mas é a mensagem final que nos desperta uma certa concorrência, uma aflição, um espírito de competição, como se fôssemos agraciados por algo muito bom: “os cem primeiros que ligarem ainda ganham… mas é só hoje…(!?)”. No dia seguinte o mesmo argumento… Daí você se pergunta: “nunca atingem esses primeiros cem?”. Pois é, já pensei em ligar cem vezes para ver se tiravam a propaganda do ar ou se pelo menos mudavam o texto. Em vão! Só vão atingir os “cem primeiros” quando alguém inventar uma nova fórmula de sucesso… E viva o entretenimento!!!

Mais interessante que a sua vida…

Filed under: TV — muquenapolenta @ 00:14
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Acabou o Big Brother Brasil! Aaaaaaaaaa…inda bem! As conversas mudam, as pessoas têm assunto – outros – as emissoras passam a ter programação – nem todas e nem sempre!

Tudo era BBB. Mesmo as outras emissoras falavam do BBB. No banheiro público você ouvia sobre o BBB.  No “pague-pra-ver” tinha BBB. Sem pagar pra ver também. E mesmo quem não queria ver…

Mas agora a televisão precisa sobreviver. E os “pensadores” da tv precisam de criatividade (há tempo), porque o que antes garantia quase 40 pontos de audiência, agora pena para chegar a 20. Mas, em se tratando de Rede Globo, e antes de qualquer coisa, tenho que deixar claro que não sou a favor de toda sua política, houve uma sensível “mexida” na sua grade. Alguns programas estrearam. E foram muito bem, o que mostra que ainda há esperança! Até o Globo Mar que eu achei que seria um tédio, mostrou uma realidade a qual não nos damos conta. Fazia tempo que algo na tv não me chamava a atenção.

Mas o que dizer de “A Vida Alheia”? Não me importa se o roteiro está de acordo com o que realmente acontece, se houve exagero ou não. Mas é interessante ver os bastidores da tv. Conhecer os “podres”, a arrogância de alguns, o “poder” do dinheiro e os “tetos de vidro”. Lembro do que minha esposa disse: “Vou ver a Revista Caras com outros olhos”. Seria o contra-ataque da classe artística? Porque é fato que os paparazzi já deram no … Perdão! Mas a verdade é que esses jornalistas de observadores, passaram a ser os observados. Ótimo! “Pau que dá em Zé dá em José”.

Não sei se vai ter “gordura” para tanto tempo. Mas para esse ano já está bom. E assim, quem antes tinha que suportar BBB, diverte-se com a “vida alheia”.

09/04/2010

Deslizam lágrimas e dor…

Não quero ser sensacionalista, e não sou! Mas não podemos negar que o assunto tomou conta das pautas jornalísticas e dos barzinhos. Todos temos uma opinião.

Mais uma chuva dizimou uma parte do Rio de Janeiro. Tragédias como essa, embora anunciadas, só prevalecem quando de fato ocorrem. Infelizmente!

Eu me pergunto: o que essas pessoas faziam em áreas de riscos? Em Niterói, um dos morros atingido não era um morro “natural”, era na verdade um lixão. O lixo foi acumulando e formou aquele morro. A população, sem ter para onde ir, foi ocupando o lugar. Sim, era um “terreno” que podia ser invadido e se moraria de “graça”.

Não sei como de fato acontece, mas sei que é dessa maneira que ocorre a ocupação desses territórios. Depois de certo tempo, há uma maneira de se oficializar o local e aquela população é “reconhecida”. Eles passam a ter “endereço”, energia elétrica, água – não necessariamente rede de esgoto – e até tv a cabo. Ou seja, o governo reconhece o morro.

Aquele que antes vivia na ilegalidade, passa a ter “dignidade”. Será que é digno morar sobre o lixo? Ora, o morador não se preocupa, por que o governo seria contra?

E assim vivemos e convivemos… E assim ocorrem as tragédias… E assim aceitamos as tragédias… que ficam impunes. As emissoras mostraram, massacraram, criticaram, exigiram… Somente até a próxima pauta! Logo esqueceremos, como esquecemos as que aconteceram.

Porém, o que fazer: pedem agora para desapropriarem os imóveis. Vão para onde? Será que se tivessem para onde ir, já não teriam ido? Mas antes também não tinham para onde ir, e ocuparam um local de risco. Ou seja, até onde é responsabilidade do governo e até onde é responsabilidade do povo? Eu não tenho casa própria, pago aluguel. Minha esposa e eu trabalhamos, pagamos nossas despesas e ainda sobra algum para curtir a vida. Claro que não é fácil. Mas vivemos do nosso trabalho. A partir do momento que o aluguel não se adequar às nossas expectativas ou ao nosso orçamento, partimos para outra. Poderia ser assim para todos… Alguns se apegam a ajudas assistencialistas, basta ver o “bolsa-família”. E esperam do governo… E criticamos agora o governo que não dá casa!

Creio que o governo deveria imediatamente evitar a propagação de ocupação indevida. E até poderia construir casas ou ajudar nos subsídios necessários. Contudo, será que você que paga seus impostos em dia, que paga os impostos até do que não imagina, está disposto a subsidiar construção de casa para quem não tem? Sim, pois para construir essas casas, vão lançar mão do dinheiro público, ou seja, o seu. Você se vira com o que recebe, não tem casa própria e vai pagar casa para os outros? Ou será que você também teria direito a essas construções? Ou vai ser decidido no sorteio? Penso que quem tivesse direito a essas casas, poderia pagar em parcelas módicas. Por que não? Ou tendo o subsídio, que procurassem o terreno para a construção e fizessem suas casas. Com dignidade! Sem ilegalidade! Sem tragédias! Sem que você pague por isso!

Não pensem que sou insensível ao fato. Creio que o governo tem a maior parcela de culpa, pois permitiu que isso acontecesse. Mas a solução não é tão simples assim. Podem crer que se alguém chegasse lá, antes do ocorrido, e oferecesse outro lugar para morar – como uma casa “do governo” – muitos não aceitariam.

Agora, o que é triste ver, é que os governantes choram pelo mensalão, choram pelo pré-sal, decretam ponto facultativo para que o povo saía em passeata, mas não dão as caras nessas ocasiões. “Quanto menos aparecer nessas horas, menos voto se perde”. E as vítimas sofrem, o governo se esconde, a mídia aceita e o povo logo esquece…

Muque na polenta!

Filed under: Uncategorized — muquenapolenta @ 22:06

Mas que nome é esse?

Quando eu era pequeno, minha mãe e minha avó diziam que para fazer salgados ou polenta era preciso ter “muque”, ter força.

Pois bem, como esse blog tende a ser crítico, de tudo um pouquinho, é necessário ter coragem, ter muque.

Então, muque na polenta!

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